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Thursday, July 4, 2013

4th of July, ou os piores feriados que eu poderia ter...

Pois bem, hoje a América acordou toda pintada de azul, vermelho e branco. Um dos feriados mais importantes aqui nos EUA, se não o mais importante, está acontecendo nesse momento. Famílias se reunem para aquele churrascão de hambúrguer e salsinha, todos felizes e saltitantes, comendo suas tortas de maçã de sobremesa. A data tem tudo pra ser só alegria. Só que não.

Por incrível que pareça, minha experiência com esse feriado tão importante, ano passado e hoje, pode ser definida em uma só palavra: merda. Sim, uma bela merda. Não sei se foi sorte, ou azar, mas acabei caindo numa família que não curte muito socializar, então esperar pelo churrascão de hambúrguer é o mesmo que esperar pelo pote de ouro no fim do arco-íris. Além disso, hoje é aniversário da sobrinha da minha host, e os pais dela têm sempre a ideia jenial (sim, com J mesmo, porque essa é a coisa mais idiota que eu já vi na vida) de fazer a festa no dia do feriado. Como aconteceu ano passado.

Daí até você ir embora, falar tchau pra todo mundo, sua host falar "beleza, agora você pode fazer o que você quiser", já são 6 pm e a única coisa que você vai conseguir é ver os fogos no estacionamento de uma escola, depois de ter passado quase 3 horas presa no trânsito. True story. Mas, tudo o que está ruim, pode piorar. E vai, segundo nosso querido Murphy.

Indo totalmente contra a maré, esse ano a festa da garotinha foi transferida para o domingo. Meus hosts decidiram que me dariam o dia de folga. Você, caro leitor, enganado pelo momento uau da coisa, deve estar pensando "oras, mas a festa é no domingo, o dia é de folga... tá tudo ótimo!!". Só que não. Porque as pessoas com quem você sai estão viajando, até te convidaram pra ir e tudo o mais, mas questões logísticas te impediram de ir. As que ficaram, foram passar o dia no lago (sim, tem um lago aqui, que é o point do verão todo ano...), e não te convidaram. Resolveram te chamar pra sair quando o relógio beirava as 9 pm. Óbvio que eu disse não. Curta e grossa, como tem de ser. E aí você fica em casa, de pijama da Hello Kitty, fazendo absolutamente nada.

Como eu disse, uma bela merda.

Sunday, June 30, 2013

O que eu ando fazendo nesse fim de mundo...

Bom, honestamente eu não ando fazendo nada de diferente. Nada mesmo. Só trabalhando, e muito diga-se de passagem, arrumando uns bicos aqui e ali pra ver se faço mais dinheiro (porque eu quero comprar um Xbox hahaha), desenhando bastante... enfim, nada de novo.

Ando é meio de saco cheio de estar aqui, sabe... com vontade de ir embora, ter uma vida normal denovo, procurar um emprego, voltar a estudar minhas pesquisas e afins. Não sei, acho que eu não gosto é de cuidar de crianças mais. Cansa, ainda mais numa casa onde as pessoas são meio folgadjeeenhas e não colaboram. Tenho odiado mortal e profundamente hangouts depois do meu horário de trabalho. Eu quero é ir dormir, tomar banho, fazer as minhas coisas...

E, pra melhorar essa história toda, pessoal por aqui devorando torta de climão, sabe... e se tem uma coisa que eu sou, é justa. Movo montanhas por você, movo mesmo, faço tudo o que puder pra te ajudar, sou flexível com tudo e tal, mas se você pisar na bola comigo, um abraço. Acabou agradinho, acabou tudo. E isso aconteceu aqui recentemente, vulgo semana passada... mas né, torta de climão tá aí pra isso. Saindo da parte chata da minha vida, coisas boas tem acontecido também. Nada glamuroso, só coisas boas do meu particular - e peculiar - ponto de vista.

Comprei um tablet pra desenhar. No começo foi completamente estranho de usar, e confesso que ainda é, mas acho que estou pegando o jeito da coisa... fiz algumas ilustrações bem legais, eu pelo menos gostei, e já compartilhei com meus amygos no Facebook. Só preciso descobrir qual é o melhor formato pra salvar quando elas já estão finalizadas, porque acho que perdi um pouco da qualidade quando salvei. Enfim, vamos compartilhar assim mesmo:






Essa é minha vida, esse é meu clube... ainda preciso aprender como pintar melhor, porque durante anos todos os meus desenhos foram em preto e branco, mas agora com meu maravilhoso Wacom Bamboo Splash fica muito mais interessante colocar um pouco mais de cor na minha vida.

Estou trabalhando num outro desenho... já tenho ele bem pensado e tudo o mais, vamos ver quanto tempo eu levo pra terminar. Já está bem adiantado, o traço já está pronto e as cores básicas também. Aguarde cenas dos próximos capítulos... :)

Thursday, March 7, 2013

Presentinho

Daí que chega uma hora em que você já está na merda mesmo, então vamos aproveitar e afundar com vontade.

No começo de abril viajo para o casamento de uma amiga mais que querida, mas vou contar só depois pra onde eu vou, mas tem dica: nunca visitei esse lugar antes, todo mundo que vem pra cá diz que você TEM de ir lá. Enfim, no processo de comprar passagens, reservar hotel e coisa e tal, resolvi me dar um presentinho que há tempos eu queria comprar, mas que as finanças ainda não estavam colaborando, apesar de nem ser assim tão caro.

Ainda não chegou, vai chegar na semana que vem, mas eu finalmente anuncio feliz da vida que eu comprei minha cinquentinha!!! Yay!


Nem sei onde vou estrear ela, acho que fiquei tão empolgada com a aquisição que até me perdi nos pensamentos... talvez uma sessão com minhas kids, quem sabe, já que os avós estão indo pro Canadá em duas semanas e eu vou ter mais tempo com as duas juntas.

Todo mundo que fotografa, seja amador ou profissional, diz que você tem de ter essa lente. E a proposta dela é pura magia e sedução... já pesquisei bastante fotos feitas com essa lente e dá pra criar um bilhão de coisas com ela, é só ter um pouquinho de criatividade. Tem gente que diz que a lente é tão versátil que até é possível ficar só com ela, sem trocar por nenhuma outra.


Eu ainda não sei, vou saber quando ela chegar e eu começar a fotografar.

Wednesday, February 20, 2013

Pequenas coisas que fazem bem


Acho que eu tenho me sentido mais feliz ultimamente. Sim, porque minha felicidade está diretamente ligada à minha capacidade de colocar minha criatividade em prática. Não sei se isso acontece com outras pessoas, mas toda vez que eu estou me sentindo bem, alegre, feliz, saltitante, coisas legais saem da minha cabeça e se personificam facilmente, como se o processo criativo - seja ele qual for - fosse uma coisa tão simples quanto tomar um gole d'água.


Leio livros de 500 páginas em horas, encontro desenhos, gravuras e pinturas com os quais eu me identifico de verdade nas minhas pesquisas na internet, minhas fotografias ficam do jeito que eu realmente quero - incluindo as edições, mesmo que eu não seja nenhum expert no assunto. Até os posts no meu blog ficam muito mais consistentes.


Tudo começou semana passada, numa bela manhã regada a muito cupcake e frosting - uma das coisas mais legais que eu já fiz com minha kid e recomendo pra todo mundo de olhos fechados. Dali em diante, só felicidade.



E eu quero é ser feliz assim todos os dias!!

Saturday, February 16, 2013

Let it snow


E finalmente aconteceu: eu, pela primeira vez em 26 anos de vida, coloquei minhas mãos, que agora escrevem este post, na neve. Sim, neve de verdade, daquelas que caem do céu quase que magicamente, em floquinhos, flocões, como manda o figurino.

Desde que eu cheguei aqui, em dezembro de 2011, estava louca pra ver a tal da neve. No treinamento, em NJ, não tivemos muita sorte, apesar de estar um frio do cão por lá e eu ter até mesmo pegado uma gripe que me derrubou lindamente no meu primeiro final de semana em terras obamenses. Aqui, durante janeiro, fevereiro e março, a mesma coisa: nada de neve. E teve até um dia que o calor foi tanto que metade da cidade estava nos parques, malls e etcs com seus filhos, amigos, namorados, esposos se divertindo e tomando uma bela cerveja bem geladinha, ou um sorvetinho lindo para os underage.

Fiquei o ano todo consultando os mais diversos e bizarros forecasts pra ver se eu ainda teria a chance de ver a tal da neve. Segundo todos os lugares que eu consultei, ia nevar razoavelmente no meu pedaço. Super me empolguei, claro. Daí fui pro Brasil renovar meu visto e coisa e tal. E nevou, quando eu estava lá. Só um pouquinho, mas já dava pra tirar uma onda, saca?

Minha host vivia tirando uma com a minha cara, dizendo que justamente quando eu estivesse no Brasil, ia nevar. Dito e feito. Óbvio que eu estava linda, leve e solta com o meu povo, tomando um bronze e comendo um camarão na beira do mar, mas eu ainda queria dar uma olhadinha na neve, né, afinal ninguém é de ferro. Quando eu voltei, ainda fiquei uns bons dias olhando pela janela, pra ter certeza de que quando viesse eu não perderia. Nada.

Juro que eu já tinha desistido. Aí olhei o forecast no celular e estava lá, 30% de chance de nevar hoje. Vi isso na semana passada e nem perdi meu tempo acreditando. Aconteceu outras vezes e não vi nem o cheiro da neve (e neve lá tem cheiro???) por aqui. Comecei a trabalhar mais tarde hoje, estava eu super curtindo um sono maravilhoso, quando o celular toca. Mensagem. Da minha host.


Ela escreveu assim: "Mari, acorda!! Tá nevando!". E estava. Tinha chovido de manhã, então nem teve como acumular nada no chão, e nem nevou taaaanto assim. Mas eu fiquel lá debaixo uns 15 minutos, só curtindo a minha primeira neve. Foi lindo!! Tinha uns flocões, depois floquinhos, lindo mesmo. Fiz questão de abrir bem as persianas pra poder ficar lá admirando a neve caindo...

E o dia foi meio boring, comecei a trabalhar só 4 pm, minha kid estava dormindo e tal. E já tinha começado a nevar em outras bandas da cidade, lá pro norte, o povo todo super empolgado, só postando fotos no Facebook. E eu lá, dobrando roupa, indo acordar uma criança que eu sabia que ia causar porque ela foi descansar tarde e não iria dormir o suficiente... mas, mesmo assim, eu estava lá, firme no propósito e super acreditando na lei da atração: tentei outras vezes e super funciona. Daí eu estava colocando minha kid em time out e, de repente, me deu vontade de olhar pela janela: estava nevando!!!

Gente, nevou lindo! Um monte de neve no chão, cobrindo os carros, as plantas, as árvores. Coisa mais linda!! Muita água também, porque a coisa já ia derretendo conforme ia caindo, mas nevou muito!! E acumulou um monte no chão. Levei minha kid lá fora com muito sacrifício, ela não se empolgou muito, é meio medrosinha e tal. E eu lá, querendo me tacar no chão e ser feliz. Claro que não deu, porque eu estava trabalhando. daí tive de entrar, dar remédio pra bebê, janta pra mais velha, e tal. Meus hosts ligaram avisando que já estavam vindo pra casa, ficaram preocupados por causa da neve e do possível black ice - quando a neve derrete e as ruas e estradas não absorvem a água, e a temperatura cai e congela a água, que deixa a estrada mais perigosa pra dirigir porque escorrega muito. Eles chegaram, trouxeram um sanduíche, que eu comi voando. As kids já estavam prontas pra dormir, banho tomado, remédio tomado e tudo o mais. E o que eu fiz??



Saí pra ver a neve, claro. Andei, afundei meus pés até não senti mais os dedos, minhas mãos basicamente congelaram, chegou uma hora em que eu não sentia mais nada. Parecia uma criança. Tirei a neve de cima do carro, da mesinha no quintal, andei, deitei, rolei, joguei neve pro alto, rolei mais uma vez. Quase me trancaram pra fora da casa, ainda bem que meu host deduziu que eu estava lá fora. Poderia ter sido mais legal se eu tivesse alguém pra curtir o momento, fazer guerrinha de bola de neve, boneco de neve - o anjo de neve eu fiz, claro. Mas não tinha. Minhas kids são pequenas, e meus hosts não são do tipo que ficariam lá fora tacando neve sem motivo. Mas eu curti.

A neve por aqui não resiste muito tempo, e até já começou a derreter. O estado fica numa área mais quente, pros lados da Flórida, Geórgia. Talvez essa não seja nem uma explicação razoável, mas o que interessa é que mesmo no inverno não faz tanto frio assim. Mas olha, eu posso dizer porque eu vi: é uma coisa linda de Deus essa neve caindo...

Thursday, February 7, 2013

Saudades das pequenas coisas...

As pequenas coisas só têm valor quando já não são mais possíveis, ou passíveis, de serem realizadas. Com essa conclusão de vida eu começo mais um post nesse meu humilde blog sem nome.

Sempre gostei muito de cozinhar, de arte, de literatura, de criar. E, se eu pudesse colocar tudo junto, num mesmo balaio de gatos, melhor ainda. Nunca aprendi como beber, mas sempre gostei de vinhos também. E essa sou eu, humildemente refinada, como eu gosto de dizer.

Quando eu estava no Brasil, sempre fazia aquele agradinho a mim mesma: vinhos, petiscos, um jantarzinho mais caprichado, com aquela cara de restaurante chiquetoso e tudo o mais. E isso sempre acontecia, quase que semanalmente. Acho que boa parte dos meus últimos salários foi gasta em queijos, vinhos, nozes, essas coisas.

Tudo mudou quando eu vim para cá, morar na casa de pessoas. Sim, porque eu moro aqui agora, mas não é exatamente a minha casa. Tanto que eu só fiz dessas firulas uma única vez, quando meus hosts viajaram e eu convidei algumas amigas para virem aqui passar um tempo. Nunca mais. Quando eu cozinho alguma coisa é sempre muito básico, já que o meu host não curte muito os incrementos que eu adoro colocar nas minhas receitas - quando eu fiz moqueca capixaba com pasta ele falou na lata que não tinha gostado, então eu nem me preocupei mais em criar nada mais bonitinho...

Nem mesmo meus doces, bolos, biscoitinhos. Nem cupcakes eu faço, e olha que eu estou na terra do cupcake. E como eu sinto falta disso. Sou do tipo que adora inventar moda, então sempre tenho uma receita na manga, adoro chamar o povo todo pra testar - e a sensação de alguém apreciando sua comida é indescritível... mas aqui eu não me sinto confortável o suficiente pra aparecer com minhas delicinhas aleatoriamente. Ah, não.

É nessa hora que eu sinto aquela saudade imensa da minha casa, da cozinha, dos cantinhos, dos meus pais e minhas irmãs em volta do fogão, esperando pela próxima guloseima. A cara de felicidade das minhas primas toda vez que eu tirava do fogão algum prato novo, nem que fosse só a minha clássica pizza de pão de forma, que eu faço desde meus 12 anos - e já fiz aqui uma vez pra minha kid.

Ah, a saudade dessas pequenas coisas, que consome meu coração...

Saturday, February 2, 2013

Tudo o que é bom dura pouco

Já estou em terras obamenses, mais uma vez. Acho que 15 dias não foram quase nada para matar a saudade que eu estava de tudo e todos, e infelizmente não consegui ver muitas pessoas queridas que eu adoraria ter visto. Mas penso que se eu tivesse ficado mais de 15 dias eu não teria condições de voltar pra cá. Por mais que eu goste daqui, não há lugar como o lar.

Passei dias adoráveis no Brasil. E detestáveis também, pra não perder a tradicionalidade do convívio familiar: quem nunca discutiu, brigou, ou teve um bad hair day no dia da festa de formatura da irmã que atire a primeira pedra. Mas família é isso aí, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, por todos os dias das nossas vidas.

Cheguei num domingo de manhã, acabada, com a cara inchada de horas e horas de aeroporto/avião. Meus pais foram me buscar, e a felicidade de ter passado lisa pela alfândega me fez querer ter trazido muito mais coisas, mas enfim. Acho que eu nem teria dinheiro para tudo o que eu imaginei que eu poderia ter levado. Dei o abraço mais apertado que eu pude nos dois, chorei de emoção quando vi a minha terra, lá do alto, com todo o seu cinza deslumbrante, e uns pontinhos verdinhos também, porque São Paulo não é feita só de prédios não.

Quando aportamos na minha humilde residência, tudo normal, como de costume, até eu abrir a porta da sala e me deparar com aquele mar de gente gritando "surpresa!!!". A festa foi tão boa que só acabou, a muito custo, pra lá de meia noite. E ainda teve McDonald's no final. Rever tanta gente linda e que me faz tanta falta não teve preço. E conhecer todo aquele povo novo me fez feliz também, porque agora eu fico muito mais tranquila em saber que deixei minhas irmãs e meus pais em boas mãos.

Depois disso veio a entrevista no consulado, mais uma vez, visto concedido e só alegria... finalmente fui à praia novamente, com minhas irmãs e minha mãe (meu pai precisou trabalhar, então só fez a gentileza de nos levar e voltou no final de semana). Aí veio a última semana, a colação de grau da minha pequena, o baile, a volta pra cá.

Passou tudo tão rápido... acho que eu ainda não me situei sabe. Ainda tenho uma sensação de vazio por ter deixado todo mundo lá, e é mais estranho ainda pensar que quando cheguei aqui pela primeira vez não senti nada disso... estou tentando ocupar a cabeça, logo vou voltar a estudar inglês - que nunca é demais, claro - e continuar a tentar entrar em alguma universidade por aqui. E a vida continua, mas a saudade anda apertando muito mais do que eu poderia imaginar...

Saturday, January 12, 2013

Caminho da felicidade

O título desse post define, e muito bem, como eu estou me sentindo agora, sentada aqui na Starbucks do terminal C do Newark Liberty Airport. Tou indo pra casa, gente!!!

Nem sei como descrever esse sentimento de felicidade... primeiro, porque depois de um ano inteirinho ralando como aupair, estou curtindo as minhas merecidas - merecidíssimas - férias. E, segundo, porque vou curtir esse momento lindo na minha casa!! Com minha mãe, meu pai, minhas irmãs e minhas amigas mais que queridas. Tou num êxtase que não tem nem tamanho!!

Quero aproveitar muito esses 15 dias, curtir muito todo mundo e ser muito feliz. Acho que vai ser ótimo e super vai me dar mais pique pra ficar mais um ano. Isso já está decidido e já estou comprometida com a minha host family, mas acho que preciso de um dias de descanso pra recarregar minhas baterias e partir logo pro segundo round.

Brasil, read or not here I come!!!

Friday, December 28, 2012

Depois de 1 ano...

Cheguei aqui cheia de expectativas, esperando o melhor de tudo e celebrando o que viesse pela frente com a maior alegria do mundo. Mas, como era de se esperar, as coisas mudam, as pessoas mudam, e eu também mudei meu pensamento: não sou, definitivamente, a mesma pessoa que chegou aqui.

Adotei a máxima do "é dando que se recebe", e olha, vou ser bem honesta, como eu dei, como eu cedi, como eu me dediquei, como eu abdiquei de coisas para mim, que eu nem sei se eu vou poder fazer denovo alguma vez na vida. Isso me deixa frustrada, sabe, porque eu perdi viagens e companhias maravilhosas porque eu sou legal. É essa a verdade, eu sou legal. Legal demais.

Eu poderia ter conhecido Las Vegas, Santa Monica, San Diego, Grand Canyon. E não fui. Eu poderia ter feito um cruzeiro e visitado as Bahamas, Jamaica, Ilhas Cayman. E não fui. Eu poderia ter ido pra New York, o lugar que eu mais quero visitar no mundo todo, e isso não é segredo algum pra ninguém. E eu não fui. Só fui pra Atlanta, por um fim de semana, basicamente um "dia pro outro", 6 dias antes de completar 11 meses vivendo aqui.

O trabalho é árduo demais. É difícil ser "mãe" sem ter filhos. Muito. É frustrante sentir que você está trabalhando sem necessidade de estar, porque pai e mãe das crianças que não são suas estão de folga em casa, assistindo televisão. Trocar fraldas, alimentar, banhar, ensinar e até mesmo educar são facetas de um trabalho mais do que cansativo, que as empresas tem a cara de pau de vender como intercâmbio por aí. Por outro lado, há coisas que me fazem esquecer toda a frustração de quem está cansada, desapontada, e com uma pontinha de inveja sim, sou honesta, das amigas que aqui estão, no mesmo barco, mas que conseguem se divertir 1.000.000 de vezes mais.

Saber que você é amada como uma filha, tratada como um familiar verdadeiro, de coração e com o sentimento mais puro de agradecimento, ah, isso não tem preço. E eu não estou falando diretamente dos meus host parents. Sei que eles gostam de mim, estão satisfeitos com o que eu venho fazendo com as minhas kids. Mas não são só eles que estão felizes comigo... os tios e tias, primos e primas mais próximos, a irmã da minha host, que eu cheguei até a achar que tinha um pouco de ciúme de mim com minha menina mais velha, mas que hoje me trata e conversa comigo do mesmo jeito, exatamente do mesmo jeito que ela fala com a minha host. A mãe da minha host, que me deu o presente mais maravilhoso que eu poderia receber neste Natal: I love you. O pai da minha host, que sempre me trtou bem e hoje também me trata como filha. A mãe do meu host, que chegou pra ficar aqui com a gente por 4 meses e me disse "se o V. é meu filho, você também é minha filha" e me trata exatamente como trata meu host, sem tirar ou colocar uma vírgula de diferença. A sobrinha da minha host, que sempre, sempre quer brincar comigo, pergunta de mim e já chegou a dizer que queria vir na minha casa, não na casa da tia... a cunhada, o irmão, o cunhado... eu não sei nem o que dizer.

Eu trabalho duro. Muito. No final do dia eu estou morta, literalmente, e só quero dormir. Sério. Mas acho que eu não poderia ser mais feliz. Porque mesmo eu não tendo feito nada de extraordinário durante um ano inteiro, mesmo eu estando estressada, absurdamente estressada, e contando as horas, os dias pra chegar a data de eu embarcar para visitar o meu povo e a minha pova no Brasil, o que realmente importa e sempre importou para mim é o que eu mais tenho nesse lugar, que vai estar pr sempre no meu coração.

Monday, November 12, 2012

Vinte e poucos

Não é nada fácil estar na casa dos vinte e poucos anos. Todo mundo espera coisas de você: um bom emprego, um namorado/noivo, um apartamento - nem que seja alugado mesmo, uma promoção na multinacional x que te paga um salário astronômico.

Nunca passa pela cabeça das pessoas considerarem o que você quer ou pensa, seus medos, anseios, angústias da vida adulta, já que a faculdade já acabou há alguns bons anos e os 30 já estão batendo na porta. Sim, a vida adulta, no sentido mais amplo e complexo da expressão, com as contas a pagar, o salário que no fim do mês já não dá pra nada, as dívidas, a rotina, o chefe, o "colega" tentando puxar seu tapete. Mundo, pare agora que eu quero descer!

Não quero ter de me preocupar com essas coisas todas. Eu quero é ser feliz, do meu jeito, sem ninguém tentando me dizer o que fazer, muito menos como. Quero sentar na grama e ler Dickens, e Dan Brown também, sem ninguém me julgar intelectual de mais ou de menos. Quero experimentar todos os tipos de café da Starbucks, como se o café fosse acabar amanhã e eu não tivesse mais essa possibilidade. Quero dançar loucamente, como se ninguém estivesse olhando, rodopiando, saltitando, gargalhando com os braços levantados e todos os dentes à mostra.

Quero andar de mãos dadas com alguém especial, sorrindo, contando as estrelas do céu, as folhas no chão, as flores que estarão por vir, e colorir seu mundo como Monet, e ser como uma cachoeira quando você estiver com sede, ficar sem ar e sentir borboletas no estômago. Quero andar sem rumo, conhecer o infinito, abraçar um arco-íris e ganhar meu pote de ouro. Quero viajar para os mais distantes e intocáveis destinos do mundo, sentir e ser sentimento, viver como se hoje fosse o melhor dia da minha vida.

Mas, como dizem por aí, é hora de parar de sonhar e acordar para a vida. Minha parada já é a próxima e eu tenho de ir trabalhar, afinal, eu tenho contas a pagar, dívidas a liquidar e uma vida inteira pela frente para lamentar.

Wednesday, October 17, 2012

E quando as regras mudam?

As regras estão aí pra garantir a boa convivência em sociedade. O mundo seria uma barbárie se todo mundo pudesse, simplesmente, fazer o que desse na telha, na hora que desse na telha. Adoro regras, tanto na hora de criá-las quanto de cumpri-las. A única coisa que eu não gosto é quando as regras mudam...

Quando eu estava no processo de entrevistas, antes mesmo de pensar em chegar aqui, eu decidi que algumas coisas seriam prioridades na hora de fechar com alguma família. O mínimo seria ter um meio de locomoção honesto, independentemente do que fosse - carro, metro, ônibus, não interessa. Daí que nas conversas na hora da entrevista a família com quem eu fechei disse que eu teria um carro e que poderia usar no meu tempo off.

A coisa já ficou complicada quando eu cheguei, já que esse caro nem existia ainda. E não existiu por quase 3 meses. Vivia na base da carona o tempo todo, com quem quer que fosse, e era desconfortável pra mim, principalmente porque eu moro meio que num fim de mundo e as pessoas com quem eu saía moravam longe, com exceção da Chay, que era sempre a minha carona pra tudo. Mas, enfim, águas passadas não movem moinhos, e o carro finalmente chegou, eu tirei a carteira de motorista daqui e finalmente, depois de 3 longos meses, pude dirigir para qualquer lugar que fosse.

Logo no começo, quando eu cheguei, disse que eu queria muito ir num evento de linguística em Chapel Hill, e eles me deixaram ir com o carro. Achei ótimo e eles ganharam muitos pontos comigo. Por outro lado, eles nunca botaram uma gota de gasolina nesse carro, nem quando eu fui fazer o teste no DMV pela primeira vez: fui eu que enchi o tanque. Nunca falei nada porque né, eu posso MESMO ir pra qualquer lugar que seja.

Daí fui em Greensboro com a Michi, e era minha vez de dirigir, porque quando fomos no Botanical Garden foi ela quem dirigiu. Aí falei que eu queria ir em Greensboro e tal, a hostmom meio que fez carão, mas acabou que eu fui. Ok. Fomos acampar em Linville Falls, conforme o post anterior, e eu fui dirigindo. Ok. Só que o carro começou a dar problema. E eles começaram a dar problema também.

A reclamação da vez é que eu dirijo muito. E que eles não estavam esperando viagens com o carro, e por isso compraram um carro com 142.000 milhas rodadas, ou 228.526 quilômetros rodados. Atualmente o carro tem 239.790 quilômetros rodados. E eu quem rodei nessa história toda.

Desde que eu cheguei aqui eu tento dar o meu melhor em tudo, ser flexível, ajudá-los, sem reclamar de nada. Eles nunca contaram as horas direito, e desde sempre eu trabalhei mais de 45 horas por semana. Estou sempre disponível, já perdi viagens incríveis porque eles precisaram de mim pra alguma coisa. Mesmo com tudo isso, e sabendo que eu poderia sim encontrar alguma outra família que seguisse as regras à risca, eu decidi ficar. O que mais pesou foram as amizades que eu fiz aqui, o fato de eu gostar dessa família e das crianças, e também o fato de eu poder ir a qualquer lugar, não ter curfew, poder viajar com o carro. SIM, detalhe esse que eles potencialmente vão cortar.

Fora outras coisinhas que já aconteceram e que não estavam previstas no gibi, como a semana em que o hostdad reclamou que eu estava saindo muito... NO MEU TEMPO OFF. Há coisas positivas, como o fato de eles terem aumentado meu pagamento semanal, mas se dinheiro fosse o mais importante pra mim, honestamente, eu não teria gasto mais de R$ 2.000,00 pra seu aupair aqui, eu teria ficado no Brasil mesmo, no emprego que eu tinha, ou até mesmo teria mudado pra um emprego melhor. E fora, também, que desde que eu cheguei aqui eu não fiz nenhuma viagem. NENHUMA. Perdi a oportunidade de ir pra Vegas, Califórnia, de fazer um cruzeiro, de ir pra NYC, DC... Lendo tudo isso eu me questiono se eu realmente fiz a escolha certa, sabe...

Das coisas que eu nunca imaginei que fosse fazer na vida...

Nunca fui uma pessoa que se preocupa muito com conforto, luxo e todas essas coisas na hora de viajar e fazer alguma coisa diferente, muito diferente da maior parte das minhas amigas no Brasil - incluindo minha irmã. Sempre tentei organizar coisas diferentes, campings e tal, mas nunca consegui, mais por falta de vontade do povo que qualquer outra coisa.

Daí que por aqui as pessoas são sempre do tipo que topam tudo, e além de toparem tudo mesmo, sempre organizam coisas diferentes pra fazer... o que é ótimo, porque sempre tem alguma coisa pra fazer em algum lugar. Então, no último sábado, rumamos para Linville Falls.

A ideia era nos encontrarmos no Walmart da S Tryon às 13h, mas como esperado, o araso reinou. Passei pra pegar a Marie e ela nem estava pronta ainda. Aproveitei e já conheci as kids e a hostfamily, que foram muito fofos e simpáticos comigo. Já estávamos master atrasadas quando finalmente saímos. Pelo menos nós não éramos as mais atrasadas, hahahaha.

Encontramos todo o povo e compramos a comida do fim de semana, que parecia ser suficiente pra ficar um mês inteiro no meio do mato, uns bons drink, e finalmente rumamos para Linville Falls... O caminho foi ok até entrarmos na montanha, claro. Nos perdemos, como era esperado, e ficamos rodando um tempão até chegarmos no lugar que o povo que já tinha ido arrumou.

O detalhe de toda a história ficou pra chuva no meio da madrugada... simplesmente acordei com o mundo caindo em forma de água e a barraca inundada... alguma coisa eu teria que ter pra contar, não é mesmo?? Pior que eu nem tive a pior situação: um dos meninos deixou TODAS as coisas fora da barraca, e molhou tudo... inclusive o único par de jeans que ele tinha levado... ahhahahahaaaaaa

Foi uma experiência muito legal, eu adorei acampar e quero muito ir fazer isso denovo... Pics, please:







Monday, September 24, 2012

Happy b-day to you!

Normalmente eu sou totalmente contra fazer qualquer tipo de coisa no meu aniversário. Balada, então, nem pensar. Mas né, estamos num outro país, e não sabemos quando voltaremos aqui, nem quando veremos novamente os amygos que fizemos, então ficou decidido que eu e a Michi faríamos uma festa together.

Queríamos alguma coisa temática, mas tivemos algumas restrições que não vem ao caso agora. Aí resolvemos fazer uma marquerade party. E, gente, foi muito legal!! Muito divertido mesmo, apesar de que eu bebi muita coisa nos copos coloridos - que, segundo a Michi, tudo o que vai em copo colorido/plástico é água - mas né, estamos aqui pra isso mesmo.

Foi tudo muito legal mesmo, e fiquei muito feliz de todas as pessoas queridas que eu conheci aqui - com exceção da Dai, minha linda BFF desde que eu cheguei aqui, que não pode ir porque teve um casamento em Pittsburgh - terem participado. E também fiquem muito feliz em poder conhecer gente super animada, divertida, e que serão muito bem vindos em outras parties. E de ter, finalmente, conhecido a Marie pessoalmente, uma gracinha de menina, muito gente boa e linda!!

Mas né, o que seria de um post sobre uma festa sem as fotos???










Acho que pra essa festa ter sido melhor ainda eu só precisava das minhas lindas Carol, Bianca, Thaís, Carolina, May, Vy, Carol Chang, Nicas, Nani, Thaís Aux aqui...

Tuesday, September 18, 2012

O que morar com uma família indiana tem a te oferecer

Quando eu decidi ser aupair, juro que pensei que eu moraria com uma família tipicamente americana, daquelas de comercial de margarina: pai, mãe, filho, filha e cachorro, todos bem loirinhos com os olhos bem azuis. Só que não.

Desde sempre eu fui uma pessoa que gosta muito de conhecer outras culturas e nunca liguei de me enfiar nos mais absurdos buracos em busca desse conhecimento. Sempre fui fascinada por filmes fora do circuito Hollywood, e muito mais ainda por cultura asiática e afins, principalmente cultura chinesa e japonesa - não por acaso meus filmes preferidos são ambientados, na maior parte das vezes, em templos shaolin e afins, graças a uma boa influência de papai no meu gosto cinematográfico.

Então, quando eu finalmente fiquei disponível para entrevistas, uma coisa muito interessante aconteceu: no meu perfil só dava família indiana gente... juro, não sei por qual motivo. E, para melhorar - ou piorar - eu adorei!! Porque pensa só: eu teria a oportunidade de conviver com duas culturas totalmente diferentes, sabe. Curti muito a ideia mesmo, e quando fechei com a família que eu estou agora - e vou ficar por, no mínimo, mais 1 ano e 3 meses - eu quase pari arco-íris ao saber que teria um casamento na família, justamente da irmã da minha hostmom.

Aí eu avacalhei geral, gente... quis usar sari, bindi, tikka, salwar, tudo o que tem direito... e só não foi tudo tão lindo porque né, tecnicamente eu estava trabalhando, então muita coisa da cerimônia de casamento que eu queria MUITO ver eu não pude, mas isso não vem ao caso.

Sempre que eu posso eu vou ao templo com eles, sempre participo de coisas da família, reuniões, sempre visito. Posso parecer meio bobona, sabe, porque aí a gente sempre acaba trabalhando um pouco mais aqui e ali, mas eu gosto. E é uma cultura tão rica, colorida, feliz, mesmo com todas as coisas ruins que acontecem na Índia, que ainda convive com muita pobreza, miséria, fome...

Acho que foi uma boa escolha, sabe. E, mesmo se eu descobrir que não foi, minha fantasia do Halloween já está garantida...

Aquele em que eu conto o porquê do sumiço...

Porque desgraça pouca é bobagem, minha gente...

Desapareci por alguns dias, ou semanas, não se sabe ao certo, porque muita coisa aconteceu na minha vida nesse meio tempo. Tudo começou quando eu fui convidada pra a bachelorette party da minha querida Leo. Ah, eu me lembro como se fosse ontem, toda a diversão, as risadas, a perda da dignidade, a carona com o Nelsinho Piquet... bons tempos aqueles.

Depois disso, no dia seguinte pra ser mais exata, comecei a ficar doente, com uma tosse louca, febres e tudo o mais. Ruim mesmo, sabe, mas como sempre, nem liguei porque né, sou roots pra caramba e só vou no médico se meu braço estiver pendurado. Se não, nem pensar.

Aí a tendência foi só piorar... juro que eu nunca me senti tão mal na vida - minto, me senti pior que isso naquela vez que eu tive H1N1, mas essa é uma outra história - porque aquela tosse louca não passava de jeito nenhum, a dor de cabeça vinha frenética, febre, suadeira... a coisa foi se complicando, e eu insistindo em ficar por cima da carne seca, toda trabalhada no "tá tudo bem, tou beemmm, tou beeeeemmm". Só que não.

Quando eu realmente fiquei terrível e tive de pedir água, fui ao médico e descobri que, na verdade, eu estava com pneumonia. Gente, pneumonia!!!! Eu, que nunca fico doente, nunca passo mal, nunca fico com febre, tive tudo isso de uma só vez... olha, preciso confessar que eu odiei, sabe. Aí eu fiquei dias a fio de molho, tomando medicaçãozinha numa boa, seguindo `a risca o que o médico disse e tudo o mais.

Agora eu já estou beeeemmmm melhor, sem nenhum sinal de barulhos não identificados nos meus pulmões, só tomando um remedinho aqui, outro ali, pra garantir que eu ficarei 100% restabelecida em poucos dias. Fim da história.

Friday, August 17, 2012

Eu só queria uma internet que funcionasse

Daí que eu estava escrevendo um post maravilhoso e cheiroso, só que a internet não colaborou e eu perdi tudo...

Alguém, por favor, sabe um jeito de fazer a internet pegar nesse fim de mundo??

Um novo começo...



Tenho blogs há tanto tempo que já não consigo me ver sem ter um. Engraçado como uma coisa que começou como uma forma de ser mais popular na escola - quem não se lembra do famoso "passa lá no meu blog e comenta"? - e se tornou tão parte de mim.

Fiquei anos a fio com o mesmo blog... o mesmo nome, em hospedagens diferentes, depois como um subdomínio no domínio da Carol, que depois foi dividido com a Rayanna, que no último ano de sua famigerada existência passou a ser só e somente meu. Uau!

Mas como tudo chega a um fim, o My Life Live acabou. Foram bons momentos justos, muita felicidade, alegria e tudo o mais, e muito aprendizado também, já que graças a esse blog eu pude ter as noções básicas de design e html que eu nunca teria aprendido sem ele. Mas chegou a hora de acabar com ele... nos últimos tempos eu não estava postando tanto quanto eu queria, ficou complicadíssimo lidar com a renovação de domínio e pagamento da hospedagem estando a milhas de distância e recebendo em uma moeda totalmente diferente.

É meio estranho pensar que meu antigo - já posso chamar assim? - blog já não existe mais... e como eu não conseguiria não ter um blog, cá estou eu, recomeçando mais uma vez.

Não quero impor nada em termos de conteúdo, assiduidade ou afins: do jeito que vier, já é mais que suficiente. Também não tenho a preocupação de como, quando, quanto e como meus posts aqui serão lidos. Quero chegar, sentar, escrever, botar uma imagem bacana pra acompanhar e fim.

Como sempre fiz e sempre farei...