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Sunday, February 3, 2013

Fotografia


Eu sempre fui uma pessoa artística. Mesmo que não soubesse exatamente o que eu estava fazendo, já me via envolvida com todo o tipo de arte, de modo geral. Não sei bem dizer desde quando aprecio a literatura, a pintura, a escultura, só sei que tudo isso sempre esteve presente no meu imaginário desde os primórdios tempos da infância.

Depois de adulta, comecei a me interessar pela fotografia. Daí veio o sonho da câmera própria, realizado assim que eu cheguei em terras obamenses. Mas confesso que pouco fotografei durante o ano passado. Fiz alguns cliques, mas nada que eu pudesse dizer que era a minha cara. A grande surpresa foi quando um casal de amigos daqui me chamou para fotografar um ensaio de noivado.


Avisei que eu quase não tinha equipamento, que seria tudo no mais puro amadorismo e "jeitinho brasileiro", mas fomos. Gostei muito de ter feito isso, foi bem interessante mesmo e acabei curtindo o negócio. Procurei cursos de fotografia por aqui, mas nada batia com o meu horário louco de trabalho. Então saí à caça de algo que pudesse me ensinar alguma coisa online.

Encontrei de tudo um pouco, coisas boas, coisas medianas, coisas que não me ajudaram em coisa alguma. Tenho lido muito, testado muito, clicado muito mais, mesmo que no conforto do meu quarto, só pra testar alguma coisa nova que eu aprendi. Encontrei um programa de edição supimpa e muito fácil de usar, estou aprendendo muito mais coisas que eu poderia imaginar.


Ah, a felicidade está nos pequenos cliques!!

Saturday, February 2, 2013

Tudo o que é bom dura pouco

Já estou em terras obamenses, mais uma vez. Acho que 15 dias não foram quase nada para matar a saudade que eu estava de tudo e todos, e infelizmente não consegui ver muitas pessoas queridas que eu adoraria ter visto. Mas penso que se eu tivesse ficado mais de 15 dias eu não teria condições de voltar pra cá. Por mais que eu goste daqui, não há lugar como o lar.

Passei dias adoráveis no Brasil. E detestáveis também, pra não perder a tradicionalidade do convívio familiar: quem nunca discutiu, brigou, ou teve um bad hair day no dia da festa de formatura da irmã que atire a primeira pedra. Mas família é isso aí, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, por todos os dias das nossas vidas.

Cheguei num domingo de manhã, acabada, com a cara inchada de horas e horas de aeroporto/avião. Meus pais foram me buscar, e a felicidade de ter passado lisa pela alfândega me fez querer ter trazido muito mais coisas, mas enfim. Acho que eu nem teria dinheiro para tudo o que eu imaginei que eu poderia ter levado. Dei o abraço mais apertado que eu pude nos dois, chorei de emoção quando vi a minha terra, lá do alto, com todo o seu cinza deslumbrante, e uns pontinhos verdinhos também, porque São Paulo não é feita só de prédios não.

Quando aportamos na minha humilde residência, tudo normal, como de costume, até eu abrir a porta da sala e me deparar com aquele mar de gente gritando "surpresa!!!". A festa foi tão boa que só acabou, a muito custo, pra lá de meia noite. E ainda teve McDonald's no final. Rever tanta gente linda e que me faz tanta falta não teve preço. E conhecer todo aquele povo novo me fez feliz também, porque agora eu fico muito mais tranquila em saber que deixei minhas irmãs e meus pais em boas mãos.

Depois disso veio a entrevista no consulado, mais uma vez, visto concedido e só alegria... finalmente fui à praia novamente, com minhas irmãs e minha mãe (meu pai precisou trabalhar, então só fez a gentileza de nos levar e voltou no final de semana). Aí veio a última semana, a colação de grau da minha pequena, o baile, a volta pra cá.

Passou tudo tão rápido... acho que eu ainda não me situei sabe. Ainda tenho uma sensação de vazio por ter deixado todo mundo lá, e é mais estranho ainda pensar que quando cheguei aqui pela primeira vez não senti nada disso... estou tentando ocupar a cabeça, logo vou voltar a estudar inglês - que nunca é demais, claro - e continuar a tentar entrar em alguma universidade por aqui. E a vida continua, mas a saudade anda apertando muito mais do que eu poderia imaginar...

Saturday, January 12, 2013

Caminho da felicidade

O título desse post define, e muito bem, como eu estou me sentindo agora, sentada aqui na Starbucks do terminal C do Newark Liberty Airport. Tou indo pra casa, gente!!!

Nem sei como descrever esse sentimento de felicidade... primeiro, porque depois de um ano inteirinho ralando como aupair, estou curtindo as minhas merecidas - merecidíssimas - férias. E, segundo, porque vou curtir esse momento lindo na minha casa!! Com minha mãe, meu pai, minhas irmãs e minhas amigas mais que queridas. Tou num êxtase que não tem nem tamanho!!

Quero aproveitar muito esses 15 dias, curtir muito todo mundo e ser muito feliz. Acho que vai ser ótimo e super vai me dar mais pique pra ficar mais um ano. Isso já está decidido e já estou comprometida com a minha host family, mas acho que preciso de um dias de descanso pra recarregar minhas baterias e partir logo pro segundo round.

Brasil, read or not here I come!!!